Quarta-feira, Junho 23, 2010

Boletim de guerra








"Brum brum" a moto faz.
A gasolina quase nao consegue mais.

Depois 11 minutos a moto não fez mais "brum brum". Mas não pela gasolina.

Tudo retto, rampa (praça Alberti). Direita ou retto? Esse è o dilemma.
Uma olhada às indicações. De repente viro à direita. Curva larga demais. Pneu levemente furado. Freio. O pneu escorrega. A moto si inclina.
"Porra, è a fim".

7:51 No chão.

Moto em cima de mim. Depois chega o mitico superman e o tira de cima de mim. Calças sujas.
Dor. Muita dor. E eu, tranquila. Pela primeira vez: grito da dor. Dessa vez nao fica sò pra mim.
E os meus quatro anjos da gauardia: Nardi, Caro, Gigione, Sara - me encorajavam.
E tive vontade de chorar. Pelo medo. Pela minha mãe, que teria que pagar as indemnizações. Pela prof. que teria me dado três.
Mas principalmente pelo medo e pela dor!

Depois me obrigaram a chamar mãe.
"Sim oi mãe. Escuta, tenho que lhe dizer que... fiz um acidente. Tranquila. Dói um pouco o joelho. Nada demais. Agora chega a ambulância, mas sò por controles. " disse-o assim com a voz tranquila. Um segundo antes estava gritando ...
E assim fiz com a minha amiga da sala.

Uma hora entre buracos e tudo para chegar ao hospital. No entanto a enfermeira prenotava uma mesa para oito, um a mais por segurança.
A perna tremia ...

RX a barriga. Ao joelho.
E antes. "Tem a possibilidade que esteja gravida?". Sempre a mesma pergunta. Sempre ao hospital. Sempre quando estou com menstruação.

Resultado: contusão. Muletas. Antidolorificos. Pè inchado, porque o sangue não circula.

E pensar que se a zizi não teria dito que teria botado três. Talvez teria re-gazeado aula.
Era destino. E pensar que embora a dor fosse muita, achava de chegar na escola uma hora depois.


Sorte, não è a palavra certa. Mas è a primeira que vem em mente!

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