
Cà estou eu.
No aviao. De novo. Nao querendo, de novo.
Na bagagem de mao, trago uma revista de moda, doces, um presente comprado de ultima hora para minha mae e nenhuma vontade de voltar.
Na bagagem trago muitas resaccas, muitas emoçoes, novas amizades.
Trago: nenhum segredo. Com ninguem!
Dessa vez, nao tomei ovomaltine. Dessa vez, tudo foi diferente.
Dessa vez tomei uma cerveja.
Dessa vez, eu nao queria, de verdade ...
E minha ultima imagem foi ela.
Ela, a pequena pirralha, a ladra de aparelhos, dando tchau com lagrimas aos olhos.
Daì eu chorei. Jà tinha chorado. De escondido. De baixo dos oculos escuros.
Mas eu chorei. Muito. De mais.
Atè cansar, e adormecer ...
Depois de uma ligaçao, sabia o que ia fazer no aviao!
Nada à fazer. “O consumo de bebidas alcoolicas è limitado”.
Nao ia prestar mesmo assim. Nao ia ter caipiroska mesmo ...
Na bagagem eu trago: raiva. Nada mais. Nada menos.
Raiva de voce. Sim, como uma menina mimada.
E no aviao sò faltava que eu matasse o aeromoço que queria que mudasse de lugar ...
Cà estou eu.
Devendo tres caipiroskas ...
Mas a aposta està ainda de pè ...
Dessa vez eu nao desisto.
Dessa vez eu vou vencer, porque se perder, vou vencer porque tentei!
E se nao for agora, vai ser daqui a dois anos ...
E entao, eu vou ganhar pra valer ...
A aposta
e um montao
de caipirsokas!
Ps. Ninguem merece!
Ps. Obrigado a todos!

