quinta-feira, agosto 13, 2009

Encontros e desencontros...


Alguns lidam com a saudade cedo, outros tarde, outros ainda: nunca...
Alguns se acostumam, outros nao...
Alguns sao destinados a ter saudade...

Alguns jà com 3anos de idade precisam, sem entender o porque, se despedir.
Se dispedem primeiro da familia que poderà ve-la somente nas ferias, somente quando os pais a leveram para visita-la. Depois è a vez do pai, quando foi?, faz tanto tempo... Talvez com 5. Mas ainda era uma saudade limitada, bastava pegar um trem e acabou. Despois foi a saudade defintiva, com 7. Sem entender està com saudade. Sem entender, a saudade passa a ser, com o tempo, um sentimento cotidiano, normal. Nada demais. Depois, nao dòi mais.
E para matar a saudade se tem 4 meses ao ano. 3 em junho. 1 em dezembro. Mas nao bastam 120 dias ao ano. Pois os outros 236 dias a menina cresce, muda, e o pai enigmatico: também.
Depois para matar a saudade: por falta de dinheiro, por falta de tempo - se tem somente 90 dias. 3 meses. Uma vez por ano.
Depois ainda: a menina cresce, outras coisas aparecem, e os dias diminuem...
A menina cresce. E ve aeroportos, um depois do outro. Aqueles felizes, porque as fazem rever o pai, a familia, uma parte da familia. Aqueles tristes, porque as fazem sintir saudade. Aeroportos tristes. Aeroportos que a viram crescer, primeiro quase uma bebe, depois uma criança, com pouco seio, e depois aparentemente adulta.
Aeroportos que a viram chorar, aeroportos que viram uma parte do coraçao dela ficar...

Aeroportos tristes...


A ultima foi aparentemente menos dramatica. Ela chorou menos. Agora è aparentemente grande, e ele aparentemente velho para chorar.
Ela jà chorou: escondida. Talvez, ele também.
Agora, a despedida, o aeroporto è uma forma de recuperar a intimidade perdida: è uma desculpa para se abraçarem...
Ela chora - na camisa do pai: o sentimento do pentimento. Mas nao dà: tenque voltar.


Encontros e desencontros. Sem fim.

terça-feira, agosto 04, 2009

Ohana = Família = ?








AnteScritum. Não sempre somos filhos dos nossos pais. Não basta o sangue... Não basta o amor... É preciso ter sintonia, é preciso ficar a vontade... E se não há isso o que resta é o sangue e o amor incondicional...

"Ohana significa família e família significa nunca abandonar ou esquecer" de Lilo e Stich.
A família é um lar, onde qualquer lugar você esteja vai se sentir em casa, mesmo não sendo a sua...
E para quem não a tem, pode reconstruir uma, pois a família vai muito alem do sangue!

Lii uma certa vez num caderno de amor...
... Um homem se perguntando o que causará, no passar do tempo, sua distancia da pequena moça - na pequena moça.
... Se perguntando se sua distancia está causando algo na pequena moça.

A moça já cresceu... A distancia não a matou, mas matou de certa forma os dois, como conjunto.
O homem sangue do seu sangue. A moça sangue do seu sangue.

Lii uma certa vez um caderno cheio de saudade, cheio de nada, cheio do tempo que passou. Longe. Que passa. Longe.

Ouvi uma certa vez uma moça gaguejar na própria casa...
Ouvi uma certa vez da voz de uma moça, da mesma moça, o sentimento de não se sentir em casa, na própria casa...

Vi uma certa vez na mente de uma moça, da mesma moça, a esperança de se sentir em casa, na própria casa; de que o homem, aquele mesmo homem, seja algo mais do que "sangue do seu sangue"...

Era uma vez um homem e uma moça que haviam tudo para ser uma família em 360˚...

... mas que tudo se perdeu no tempo...

nothing is impossible !

sábado, agosto 01, 2009

Sex or love?










O sexo sempre foi e sempre será um tabu. Se você fizer cedo demais é uma putinha precoce, se fizer tarde demais é uma freira.

Na teve tudo parece tão romântico...
Ela diz 'te amo' . Ele também. E os dois se beijam.
Tudo parece tão perfeito no outro lado da tela, mas na vida real - a vida que você tenta transformar em um conto de fadas - nada disso acontece. 90% das vezes.
Nada é como as pequenas neo-não virgens esperavam, principalmente se fizer com o cara esperto, pois será mais preocupado no Oh God! que na garota...
Porque não é a musica que torna algo romântico, é o 'como' que torna algo romântico...

O paizão me disse que se faz amor, não sexo. Concordo. Se faz amor, não sexo.
Pois não basta ter aquela aparentemente paixão, ou melhor dizendo 'vontade de sexo' por o menino com o qual está ficando, para tirar a roupa e PAM.
Não basta, pois na hora H: o coração fica tenso, os músculos ficam tensos, mas sobretudo o material principal fica tensA.
E na hora H da primeira vez, será que aquela ansiedade e medo é um sinal dizendo "não faça com ele, não agora!"? Ou são somente ansiedade e medo por ser a primeira vez?

E se um dia, por pura seca, o coração, os músculos e o material principal ceder? Será que cederá para sempre, será que será sempre disposto a fazer sexo como os homens, sem sentimento, sem ser Amor?

Mas... Quando não se sabe o que é o Amor? Quando não se sabe o que é AMAR? A pessoa fica casta até descobrir?!!
Não. Me disseram que a pessoa, principalmente a mulher, passa a ser todas as mulheres de Sex and The City: Charlotte, Miranda, Samantha e Carrie. A romântica; Aquela que fica feliz com o paquera de vez em quando; Aquela que abre as pernas pra tudo que tiver e vier & A equilibrada, à procura de um amor, mas que não rejeita um paquera de vez em quando...


Uma vez confundi paixão com amor, talvez irei repetir o mesmo erro, mas não me arrependo do que fiz, pois o meu coração batia...